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terça-feira, 12 de julho de 2011

Movimento Tropicalista


Em 1922 ocorreu a semana de arte moderna no Brasil, onde vários artistas exporão uma nova vertente para a arte brasileira, um desses artistas foi Oswald de Andrade que trouxe o termo da Antropofagia para arte. Nesse termo Oswald propõe que todo artista devore todas as artes, que naquela época a Europa ditava a maioria, e desta unificação criem uma nova arte original e regional.

Foi a partir deste termo da antropofagia que o movimento tropicalista teve origem. O movimento teve seu início na década de 60, com intuito de quebra com a música e as artes arcaicas e dar-se uma nova modelagem, porém ao mesmo tempo em que o espírito de mudança reinava no tropicalismo também tinha-se uma questão de se baseia e se inspira nos atos do passado para se cria algo novo, daí que o termo da antropofagia encaixou perfeitamente no movimento, pois os tropicalistas “devoravam” tantos os artistas mais arcaicos que naquela época representa a bossa nova e o MPB, é os novos músicos que estavam surgindo na época, como exemplo a banda os Beatles, depois desse processo que unificou culturas opostas surgia uma arte em que valorizava o Brasil e tinha um conteúdo forte, é, além disso, tinha-se uma cara nova, algo que naquela época nunca tinha se visto antes, é isso chocou muito o antigo povo brasileiro.

O movimento surgiu e logo em seguida começou um processo muito intenso no Brasil, em primeiro o presidente Juscelino Kubitschek deu origem ao um processo muito rápido de evolução, no qual muita cultura estrangeira chegou ao nosso país, e logo em seguindo ocorreu o golpe militar, que trouxer um novo olhar para o tropicalismo.

A partir de 1964 a política era o ponto principal de qualquer realização que acontecia no Brasil, e em 1968 os tropicalistas que se tinham como componentes Caetano, Gil, Mutantes, Gal Costa, Nara Leão, Tom Zé e Rogério Duprat lançam um CD com o nome de Manifesto Tropicália ou Panis et Circensis, neste CD tinha-se musicas que faziam criticas indiretas e diretas para o golpe que ocorreu em 64. Logo em seguida o movimento começa ter uma nova versão, os artistas adepto ao tropicalismo começar a ter um engajamento mais político , fazendo músicas de protestos , que incentivava a população a ir as ruas para lutar por seus direitos.Está atitudes de muitos músicos fez com que eles fosse exilados do pais por má conduta.

O tropicalismo durou cerca de quatorze meses, porém o processo que se teve depois desse movimento foi tão intenso que mudou por completo a historia da arte do Brasil. Depois deste movimento a musica, a pintura e o cinema não eram mais os mesmo, novas técnicas surgiram, no cinema o cinema novo de Glauber Rocha, na pintura os temas psicodélicos reinavam e na musica as canções com um novo som que reinavam nas vozes de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, os Mutantes, Nara Leão, Capinam e Tom Zé.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mercado Cultural

O Mercado Cultural foi concebido em 1999 através da articulação da Casa Via Magia com a Rede Latinoamericana de Produtores Culturais Independente (La Red) e outras redes internacionais; tratava-se de uma junção de diversos festivais - que vinham sendo realizados pelos articuladores - em um evento único.
    
Fernanda Capibaribe Leite produziu uma extensa pesquisa sobre o Mercado Cultural onde ressalta que sua formulação “tratava-se de uma iniciativa que visava estabelecer um “mercado” para um determinado tipo de produção cultural, muito dentro de uma perspectiva que se instaurava relacionando diretamente cultura, desenvolvimento e oferecimento de oportunidades” (LEITE, F.C p. 49).

Cabe pontuar o contexto de significativa influência dos Estudos Culturais e sua perspectiva sobre a “situação pós colonial de países africanos, asiáticos e da América Central,” que segundo a autora, permeava toda a narrativa de construção dos festivais que foram precursores do que viria a se configurar como Mercado Cultural.

Já em suas primeiras edições foram firmados acordos de cooperação entre redes de intercambio na própria América Latina, Europa e Estados Unidos além de Ministérios de países Latino Americanos que visavam a circulação de seus produtos culturais e a divulgação de suas companhias nacionais - que atuavam com foco em variadas expressões artísticas, como dança, teatro e artes plásticas.

O evento atualmente está em sua décima edição e configurou-se como referência para eventos do gênero. Não é possível pensar a trajetória do Mercado Cultural sem ressaltar a importância do trabalho em rede e das próprias redes de colaboração voltadas para realização de ações culturais. 



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Projeto Lanterninha



O projeto
Lanterninha é um projeto de exibição de filmes brasileiros para alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas de Salvador e do interior da Bahia.
Através da criação de cineclubes nas escolas o Lanterninha pretende formar público, tornando a experiência cinematográfica acessível a quem nunca foi ao cinema. O projeto evidencia ainda,  a necessidade de repensar o ambiente da escola tradicional criando maior diálogo do seu conteúdo com as novas linguagens da sociedade em que vivemos. Levando o cinema brasileiro para dentro das escolas, de forma sistemática, pretendemos criar condições para o desenvolvimento do pensamento crítico, o entendimento acerca das diferenças, e através da nossa cultura retratada nas telas, fortalecendo nos jovens noções de cidadania e identidade.
Ao longo do ano escolar trabalhamos ações complementares que resultam na capacitação de um grupo de alunos e professores para realização de vídeos e gestão de um cineclube dentro da escola. Conheça mais nossas ações:

Implantação de cineclubes nas escolas
Com  a cessão de equipamentos e um acervo de filmes brasileiros, apresenta aos jovens estudantes o conceito de cineclubismo e novos motivos para assistir um filme. Através do debate depois das seções, fomenta a percepção crítica dos filmes e relações destes com a realidade que vivem ou ligação destes com os conteúdos aprendidos em sala de aula. Professores e alunos interessados são selecionados ao longo dos meses de exibição e passam por oficinas que os capacitam para a gestão e manutenção do cineclube após o término do projeto.

Expansão
O Lanterninha iniciou em 2010 a expansão de suas ações para o interior da Bahia, ainda mais afastados desse equipamento cultural que é o cinema. Através da exibição de filmes em escolas de Cachoeira e Santo Amaro, o cinema passou a integrar a rotina escolar, através de sessões de filmes e da criação de um espaço de diálogo e debate entre professores e alunos.
Em parceria com a Janela Indiscreta, programa da Universidade do Sudoeste Baiano, realizaram a oficina “Cinema e Educação em Movimento – Cineclube na escola”, para dezenas de professores da rede municipal de ensino que marcava o final de uma série de oficinas que os capacitavam a criar, em cada uma das escolas, um cineclube.

Portal na Internet
O site do Projeto Lanterninha tem uma função estratégica dentro da orientação pedagógica do projeto. Através de blogs de cada cineclube divulgam-se as ações realizadas nas escolas, criando uma rede de troca de informação e experiências, potencializando a interação entre os cineclubes. Além disso, o projeto disponibiliza informações sobre cinema, educação, fotos e vídeos do projeto.

Palestras e Debates
Cada filme apresentado no projeto tem sessões especiais com debate após o filme. São convidados atores, diretores, pesquisadores além de professores da própria escola. Todas as palestras e os debates com os alunos são filmados e disponibilizados no canal do projeto no Youtube.

Oficinas
Durante a execução do projeto, o grupo de alunos e professores selecionados participam de oficinas de capacitação em vídeo e gestão do cineclube. As oficinas oferecidas são:
  • Formação do olhar
  • Introdução ao cinema
  • Formação cineclubista
  • Produção de vídeo  (ficção e documentário)
  • Oficina de produção de vídeo com celular

 Rede
O Lanterninha realiza encontros quinzenais para exibição de filmes em espaços culturais de Salvador, de forma a estimular a criação de uma rede entre os cineclubes da cidade e os grupos formados pelo Lanterninha. Ao criar parcerias com estes espaços de diálogo, buscam ampliar o mapa de referências simbólicas e territoriais dos nossos jovens, fortalecendo a idéia de rede como uma articulação entre agentes culturais da cidade.

Objetivos
  • Estimular leitura crítica dos meios audiovisuais massivos;
  • Estimular leitura crítica de obras fílmicas (forma e conteúdo);
  • Ampliar repertório fílmico de alunos e professores;
  • Incentivar a utilização do audiovisual na sala de aula pelos professores;
  • Aprimorar condições de ensino e aprendizagem;
  • Possibilitar a produção de vídeos por alunos e professores;
  • Estimular a autonomia, auto-estima e compromisso dos alunos com seu processo formativo;
  • Reduzir índices de evasão escolar.

Patrocinadores
Em sua terceira edição, o Projeto Lanterninha é mais uma vez patrocinado pela Oi através do Programa de Fomento à cultura do Governo do Estado da Bahia, o Fazcultura. Contam ainda com o apoio da Oi Futuro.

Escolas que acolhem o Projeto Lanterninha
1. Colégio Estadual Governador Lomanto Júnior
2. Centro Educacional Carneiro Ribeiro (Escola Parque)
3. Colégio Estadual Ministro Aliomar Baleeiro
4. Colégio Estadual Manoel Devoto
5. Colégio Estadual Landulfo Alves
6. Colégio Estadual Anísio Teixeira
7. Colégio Estadual Luiz Tarquínio
8. Colégio Estadual Senhor do Bonfim
9. Colégio Estadual Ypiranga
10. Colégio Estadual Renan Baleeiro 
11. Colégio D. Avelar
12. Colégio Municipal Aurelino Mário (Cachoeira-Ba) 
13. Colégio Municipal Edvaldo Machado Boaventura (Sto. Amaro - Ba)
 

Ficha Técnica

COORDENAÇÃO GERAL
    Maria Carolina Silva

COORDENAÇÃO EXECUTIVA
    Tenille Bezerra

COORD. PEDAGÓGICA
    Fábio Costa
    Marcelo Matos
    Daiane Santos

COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO
    Eliana Mendes

PRODUÇÃO DE BASE
    Andrea Nader

DESIGN GRÁFICO
    Hans Peter Gutmann

WEBSITE
    Bruno Lage

LANTERNINHAS
    Marcello Benedicts
    Rebeca Bastos
    Henrique Oliveira

ESTAGIÁRIAS DO CURSO DE PSICOLOGIA DA UNIFACS
    Rizia Gomes
 
    
Mayara Carvalho
  
  Aline Veloso

Filmes
  • A Máquina
  • Cinema, aspirinas e urubus
  • Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá
  • Pacific
  • Pro Dia Nascer Feliz
  • Saneamento básico
  • Simonal - Ninguém sabe o duro que dei
  • Baile perfumado
  • Bicho de sete cabeças
  • Do luto à luta
  • Esses Moços
  • Meninas
  • Narradores de Javé
  • O Ano que meus pais saíram de férias
  • Samba Riachão

Análise Crítica
Esse, pra mim, é um projeto bem ousado, pelo menos na tentativa de levar até as Escolas Públicas o cinema, e principalmente, com os filmes brasileiros (fortemente discriminados). Nós sabemos o quanto é difícil entrar nesses espaços e propor algo que mude sua rotina. Muitos diretores e/ou professores não se preocupam com o lúdico nas escolas públicas, como se isso não fizesse parte do aprendizado. Mas aos poucos a resistência está sendo quebrada. O projeto está também presente em algumas escolas do interior, embora ainda existam muitas escolas na capital, que precisam abrir espaço para essa oportunidade.
Ao valorizar o cinema brasileiro desmistifica-se a ideia de que só os “enlatados” americanos é que são interessantes. E ao propor discussões após as exibições, só faz acrescentar ao aluno, principalmente se forem incentivados a fazer algum tipo de associação a alguns assuntos escolares.
O sucesso do projeto depende não só dos parceiros financeiros (é deixada em cada escola uma TV e um aparelho de DVD pra incentivar a continuidade do projeto), mas também dos dirigentes das escolas, para que incentivem os alunos, disponibilizem um espaço adequado para que essas ações aconteçam e que utilizem o cineclube como mais uma ferramenta de ensino.
Aos pouquinhos, o projeto cresce, os integrantes acumulam experiências, os resultados vão aparecendo e gerando frutos. É necessário divulgar e incentivar para que, quem sabe daqui a alguns anos, o Projeto Lanterninha passe a ter abrangência nacional. Quem ganha com isso é a educação.

Para maiores informações, acessem o site do projeto: http://www.projetolanterninha.com.br

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Descrição Crítica

Atividade de análise e descrição
de uma ação/mediação cultural realizada por outrem.


por Isbela Trigo


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Coloque o seu trabalho aqui em cima!
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